Deveres x obrigações – Webmaster e cliente

A falta de ética, de transparência e falhas na comunicação causam constrangimento entre clientes e desenvolvedores de sites. Em muitos pontos ambos estão errados: webmasters e os clientes, contratantes e contratados.

A tecnologia está cada vez mais complicada e a falta de entendimento do cliente leigo associada à falta de ética dos desenvolvedores converge para o um caos no relacionamento.

Observando muitos absurdos vi a necessidade de escrever este artigo.

Erros comuns dos clientes

Deixar de pagar o domínio, perdê-lo e achar que é responsabilidade do desenvolvedor – às vezes o site já está pronto, totalmente on-line e o cliente pensa que pode atrasar um pouco mais. Isto fica mais agravante quando o domínio não é nacional, ou seja, não termina em BR. No exterior a tolerância com prazos é menor que o órgão gestor de domínios brasileiro o registro.br. Perdido o prazo, por exemplo, de um “.com”, já era.

Não entender que domínio é uma coisa e que hospedagem do site é outra – muitas vezes são duas cobranças anuais e é necessário explicar de novo a mesma coisa todos os anos.

Crer que quem tem que controlar as datas de pagamentos e prazos é o desenvolvedor – os pagamentos de domínios e hospedagens devem ser controlados pelo cliente, a cobrança vai direto ao cliente. Geralmente o desenvolvedor recebe apenas uma cópia para efeito de acompanhamento. Há clientes com vários domínios é recomendável fazer uma planilha de controle de pagamentos.

Mudar de ideia no meio do caminho depois de já ter planejado e conversado horas com desenvolvedor – cada técnica tem seus recursos e limitações, uma mudança no meio do caminho pode exigir um retrabalho a iniciar do zero. Quer modificar, então tem que pagar.

Crer que site tem preço padrão – não, orçar um site é como escolher um carro, cada um tem uma marca, preço e acessórios diferentes variando ao infinito. Quando me perguntam qual o preço de um site eu pergunto qual o preço de um carro.

Achar que problemas no provedor podem ser resolvidos pelo webmaster – todo provedor um dia apresentará problemas, seja por questões de defeitos eventuais ou manutenção, o desenvolvedor só pode ficar olhando nestes casos e rezar junto com cliente.

Achar que blog grátis e a fanpage do facebook vão substuir um site profissional com a mesma eficiência – santa ingenuidade! Cada um ocupa um nicho comercial e de usuários, e portanto, abrangências diferentes. O Google valoriza mais é o conteúdo onde um site é insubstituível até mesmo mais que os blogs.

Achar que pode encomendar um site super sofisticado e atualizá-lo sozinho sem depender do desenvolvedor – é outra santa ingenuidade, isto é impossível. Existem ferramentas prontas que fazem o site com facilidade e podem ser ensinados ao usuário com algumas horas de aula para que este faça as atualizações sozinho, mas nunca será algo sofisticado demais.

Querer manutenção do site de graça – é natural fazer pequenas modificações no site durante a construção do mesmo. É justo fazer atualizações de conteúdo enquanto estiver fazendo o site. É obrigatório oferecer ao cliente um prazo extra de garantia após o site pronto para atualizações e PEQUENAS modificações, eu ofereço um mês após a entrega definitiva do site, mas daí para frente, até mesmo modificações simples têm que ser cobradas.

Erros comuns do desenvolvedor

Registrar o domínio no próprio nome / e-mail – isto é baita falta de ética, uma grande atitude de má fé. O domínio é do cliente e não do desenvolvedor, questão simples e clara de justiça óbvia. Se seu webmaster não cede liberdade de retirar a administração do domínio de suas mãos, acione o Procon e não perdoe!

Não passar os dados de conexão e acesso do site a novo webmaster – um site montado e on-line pode ter até quatro logins e quatro senhas (ou até mais) em vários aspectos técnicos. Se o cliente mudou de webmaster, este não pode ter dor de cotovelo ou má fé, deve passar todos os dados mastigados ao próprio contratante para que ele tenha liberdade de contratar novos agendes quando e como quiser.

Não fazer o site como o cliente deseja – já disse que certas tecnologias implicam em certas limitações, e que o valor combinado contratado também impões certas limitações de customização, portanto, há casos de o cliente desejar inserir uma flor roxa no meio do site e não ser possível por esta razão, mas fora esta hipótese, não porque não atender o cliente mesma que ele peça algo ridículo e feio. Basta não colocar o site dele no portfolio do desenvolvedor para não passar vergonha.

Explicar pacientemente que é impossível prometer ficar na primeira página do Google nas buscas – é certo que um site mais bem feito melhora suas posições nas buscas, mas é impossível garantir resultado nas buscas. Isto é extremamente complexo e dá um imenso trabalho que dura meses de atenção e acompanhamento do site.

About professores

Professor particular de informática em Curitiba especializado em atender a Terceira Idade. Atendo apenas na casa do aluno.